quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Questions.


Perambulando pelos blogs mundo afora, mais um questionário, sem nada pra fazer mesmo :D


1. Três palavras que melhor me definem:
- inconstante
- quieta
- emblemática

2. Três objetos que tem no meu quarto:
- livros/mangá/criptograma
- baquetas
- notebook

3. Três coisas que não sei fazer:
- comida
- desenho
- tricô ;D


4. Três coisas que eu detesto:

- injustiça
- falta de respeito
- lasanha :x

5. Três sentimentos:
- empatia
- coragem
- consideração

6. Três carreiras:
- Geografia
- Jornalismo
- Geofísica

7. Três músicas:
- I'm free now - Morphine
- The Logical Song - Supertramp
- How Soon is now - The Smiths

8. Três comidas:
-  pizza
-  macarrão da vó ;D
-  chocolate

9. Três bebidas:
- suco (del valle)
- schweppes
- ice off

10. Três amigos:
- Jéssica
- Suelen
- Gabriela

11. Três cores:
- preto
- branco
- azul

12. Três lugares:
- São Paulo
- Hong Kong
- Buenos Aires

13. Três datas:
- 15/05/2008
- 21/05/2008
- 09/10/2008

14. Três coisas que eu nunca faria:
-  atentado terrorista
-  manipular para prejudicar
-  acusar alguém

15. Três filmes:
- enquanto você dormia
- alta frequência
- todos que tenho paciência para ver de novo

16. Três coisas que vou fazer antes de morrer:
- ir para China
- me candidatar [mentira]
- tatuagem

17. Três coisas erradas que eu já fiz:

- mentir ;P
- gastar muito dinheiro à toa
- desejar mal à uma pessoa

18. Três animais:
- iguana
- cachorro
- outros, menos gato

19. Três personagens:
- Kurapika (hunter x hunter)
- Alice (os estranhos/livro)
- Miller (mudança de vida/out there)

20. Três coisas que fazem meu dia feliz:
- rock and roll
- ler/assistir hxh
- rir de bobagens quaisquer

21. Três coisas que me fazem chorar:
- incompreensão
- dias bipolares
- injustiça

22. Três coisas que eu fiz nas últimas 24h:
- cuidei da Lívia
- passei vergonha
- li o mangá de [adivinhem...] hunter x hunter


Até mais e o candidato que prometer chuva tem meu voto garantido! ;D

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Olhe.






A semana passada eu fui tirada do meu lugar de sempre pelos acontecimentos. E aconteci em ônibus, carro, metrô, calçada, dia de sol, ao invés da noite. Arrancada da minha zona de conforto, eu arregalei os olhos. Havia tanta coisa para se ver que eu me atrapalhei toda.

Eu estava com medo, a princípio, certa de que faria errado, como se fosse possível, sozinha, errar a receita desse mistério que é a vida. Na verdade, às vezes o ser humano acha que pode mais do que realmente consegue levar adiante. Acha que é dono de decisões que não lhe cabem. Eu acho isso o tempo todo, mas ainda bem que paro com isso depois de testar a impossibilidade. Aceitar minha humanidade.


Um amigo me disse, depois de eu me negar a visitá-lo pela centésima vez, alegando que estava na fase do bicho do mato – e estava mesmo... Nunca minto sobre isso - que a gente precisa contrariar o próprio coração, vez ou outra, porque, às vezes, ele tende a se afundar numa melancolia doce, doce, que se espalha pela boca da alma da gente, travestido de sobremesa após um toque de cruel realidade. Porém, ela se hospeda na alma da gente, e de lá não sai, tirana, propensa a cultivar solidões.



Não entendi muito bem o que ele queria dizer, num primeiro momento, mas confesso que imaginei a melancolia, uma senhora de bons modos, nariz empinado, emergente dos sentimentos, entrando e tomando conta do espaço. A princípio, a conversa é boa, animada, poética até! Depois ela silencia, acende um cigarro, pigarreia, desvia o olhar, e o abandono é completo.

Já disse que adoro aconchego? Claro que me encanta estar só, sou viciada em casa vazia, assistir filmes até tarde, escrever de madrugada, sem interrupções. Mas gosto de companhia, também, porque me agrada a voz do outro dizendo diferente o sentimento que, vez ou outra é meu, alimentando o meu dentro com sua filosofia, ainda que leve, ou lânguida, ou frenética. A ausência de expectativa é o branco cuspido pelo nada vivendo em lugar nenhum.


Às vezes eu esqueço que existe o dia, porque passo ele todinho dentro dessa minha caixinha, fazendo meu trabalho, da melhor forma possível, de costas para janelas abertas, ar-condicionado no talo. Mas tive de sair, porque as circunstâncias me tiraram daqui bem na semana, horário comercial, dia de sol que ardia. E me embrenhei na multidão e suas roupas, seus sapatos, suas urgências. Seus olhares deleitados, dolentes, mansos e desatinados. Há tempos não mergulhava no lá fora e suas nuanças: correria, falação, ponto de ônibus lotado. A cidade envaidecida por tantos caminharem em sua pele, tapando faltas, tornando-a acompanhada.


Sou uma parte muito pequena desse todo. Um fragmento desengonçado, com dúvidas a tiracolo e sorrisos contidos. Sou eu e mais alguém, porque a compatibilidade também mora nos incômodos. Alguém deve sentir o que sinto, mas talvez com mais brandura. Talvez com mais veemência. Talvez alguém olhe para a vida, como eu olho, neste momento, e nossos olhares se encontrem no desvelar mistérios, apregoar sentidos, cultivar sonhos.


segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Nada.

Já não procuro mais saber
o motivo que me trouxe aqui
milhas e milhas erradas
vou caminhando rumo ao nada
chegando cada vez mais perto
o meu futuro é incerto

a vida mostra os caminhos
e você precisa escolhe-los sozinho
eu nunca soube viver
de acordo com o certo
vivendo um destino incerto
não há um rumo certo a seguir
uma sequência de escolhas erradas
uma vida inteira resumida a nada

buscando uma razão para ficar
e tentando encontrar
um caminho, um rumo certo
chegando cada vez mais perto

a vida mostra os caminhos
e você precisa escolhe-los sozinho
eu nunca soube viver
de acordo com o certo
vivendo um destino incerto
não há um rumo certo a seguir
uma sequência de escolhas erradas
uma vida inteira resumida a nada

Eu não lembro quem foi que me mandou essa música, sei que estava fazendo uma ''limpeza geral'' no meu note, msn, orkut e cia, quando achei ela e até que me cai bem no momento.


Mais um dia em que não dormi, na verdade dormi acho que 3 horas. :x
Não sei, desde semana passada, não estou muito bem psicologicamente, e depois do acidente isso piorou.
Aquela sensação de algo ruim vai acontecer, uma agonia toma conta de mim, e para piorar descobri que um sentimento que pensava que havia sumido volta à tona.
Andei pensando sobre mim e os outros, sobre daqui até o final do ano e a conclusão que cheguei não é muito agradável. Posso até arriscar a dizer que um certo pânico paira no ar, uma crescente confusão.

Geralmente essa minha ''intuição'' não falha, toda vez que tenho essa sensação, algo muito desagradável realmente acontece no dia ou na semana, agora não posso fazer nada, só observar. Mas pressinto que farei coisas inesperadas, tomarei decisões erradas, agirei impulsivamente...definitivamente vou caminhando rumo ao nada.

UFO - I'm a Loser

Ah e não ligue caso eu não venha a ''conversar, a rir...'', desânimo...eu me canso rápido e facilmente das coisas e das pessoas, salvo algumas exceções, ''canso'' não é a palavra certa, acho que busco algo que não sei o que é, mas não confunda, isso não significa que não goste mais, sou uma idiota.

sábado, 28 de agosto de 2010

Faz bem.


O Morphine teve um final trágico. Mark Sandman, teve um ataque do fulminante do coração enquanto se apresentava em uma cidade da Itália, em 1999. Mas apesar disso o som soa como algo tranquilizador e ''quente'', que te envolve.
Morphine foi uma banda formada pelo vocalista e baixista Mark Sandman, o saxofonista Dana Colley e o baterista Billy Conway em Cambridge, Massachussets, EUA, no ano de 1989. A banda combinou elementos do jazz e do blues com arranjos tradicionais do rock, gerando um estilo próprio de música, na medida em que não contava com um guitarrista e o baixo de Mark Sandman possuía, na maior parte das apresentações, apenas duas cordas.





Tenho certeza (ou não) de que você nunca ouviu algo parecido com o Morphine/Mark Sandman, foi a junção perfeita do jazz, blues e rock.
***
Foi em 2006 que comecei a assistir Hunter x Hunter e desde então considero HxH o melhor anime/mangá de todos. :D


Hunter x Hunter conta a história de Gon, Leorio, Kurapika e Killua, que se encontram quando iam fazer o exame para se tornar um Hunter, um exame difícil com provas sobre-humanas com o objetivo de verificar se o examinado realmente é apto para se tornar um Hunter. Na sequência são mostrados os encontros e desencontros dos quatro amigos enquanto o autor mostra um pouco mais do imenso mundo que ele próprio criou, misturando RPG, Aventura e Ação e sem contar que HxH é muito engraçado.


Hunter x Hunter se divide nas seguintes sagas:
Exame Hunter - Família Zoaldyeck - Arena Celestial - York Shin (Genei Ryodan) - Greed Island - Chimera Ants.


O anime vai até a saga Greed Island, o mangá ainda não terminou e está na saga Chimera Ants, já que o autor Yoshihiro Togashi faz longas pausas entre as publicações, devido ao fato de estar sofrendo de uma doença (ou não), o que fez os lançamentos dos capítulos do mangá serem ainda mais esporádicos. De janeiro a maio deste ano, o mangá estava sendo publicado semanalmente, mas o autor informou que entrou de férias e o mangá entrou em hiato novamente. Não há previsão de retorno do mangá. D:


Mas espero que Togashi termine ainda este ano a saga Chimera Ants, e dê uma continuidade ao mangá, ainda há muita coisa para ser resolvida como:

Gon encontrar Ging
Kurapika exterminar todo o Genei Ryodan e recuperar os olhos escarlates
Killua herdar a liderança da família Zaoldyeck
Luta entre Gon e Hisoka
Leorio se tornar médico (secundário)
Kuroro ter o nen de Kurapika removido e enfrentar Hisoka
Alluka ser encontrado (Kalluto no Genei Ryodan)

A Desciclopédia tem uma artigo muito confiável sobre HxH:


Acho que quase todas as pessoas quando não se encontram bem, seja fisicamente ou psicologicamente, acabam se apegando instintivamente a algo ou alguém, alguns se apegam as pessoas que lhe fazem bem, outros se apegam a eles mesmos, alguns a bens materiais, etc.. enfim descobri que para enfrentar certas situações também apego-me a algumas coisas, Morphine/Mark Sandman e Hunter x Hunter, foram só algumas das coisas que me fazem bem, e com isso vou seguindo...


quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Em segundos.

Desisto de tentar dormir, as imagens, os fatos, não saem da minha cabeça, o sangue e a terra misturados, o grito, a dor, a multidão olhando com as mãos na boca...
Ontem por volta das 22:20h, Bia e eu estávamos saindo da faculdade e sempre passamos por uma rua movimentada nesta hora, foi quando presenciamos um acidente entre uma moto e um pedestre, não só presenciamos, como era nós duas que estávamos próximas ao acidente..., em questão de segundos ouço um forte barulho e quando olho pra atrás, cerca de 20m, vejo uma moto no chão e um cara caído e no outro lado da rua, vejo no canteiro um corpo estendido, sem pensar, eu vou correndo até esse corpo, começo a chamar pelo senhor caído, vejo que está vivo, olho de novo pra atrás e percebo que o motoqueiro se levanta e eu sem saber se vou ver se ele está bem ou se fico com o senhor atropelado, começo a gritar pedindo para que alguém ligue para uma ambulância, Bia diz que já estava ligando, mais pessoas chegam para ajudar. Então pergunto para o motoqueiro se ele está bem e peço para ele se acalme, volto a atenção para o senhor que está consciente, mas totalmente desesperado, olho pra perna dele e vejo que tem uma fratura exposta, braço quebrado, um ferimento cabeça, por um momento percebo que meu corpo inteiro estava tremendo, mas pelo menos ali conseguir manter a calma até a ambulância chegar, coisa que aconteceu uns 10 minutos depois, mas foram 10 minutos angustiantes na qual eu não sabia mais o que fazer, o que falar para tentar acalmar o senhor caído, ele dizendo a toda hora que ia morrer, que sua vida estava acabada...Enquanto os para-médicos faziam o trabalho, vejo que o Vítor e o Igor que vão no ônibus comigo e que também fazem jornalismo, estavam lá, o Vítor tentava ligar para a polícia, que só chegou meia hora depois, havia percebido que a Bia tinha sumido, quando volto a vê-la, ela estava em estado de choque, chorando, tremendo, eu não sabia o que fazer!
A única coisa que pensei em perguntar para o senhor, era se ele tinha algum parente em Prudente, mas ele não tinha ninguém, era um caminhoneiro do MS.
Depois que a ambulância levou o senhor, o Igor dá a ideia de fazermos uma matéria para enviar no site GN, afinal jornalista que se preze, não perde a notícia nunca! http://www.gruponoticia.com.br/view/?id=26344
A única coisa que anotei foi o nome e telefone do motoqueiro, hoje faremos nossa matéria, colheremos mais informações, tentaremos descobrir o nome do senhor atropelado e como está seu estado e ''cutucaremos'' a questão do policiamento do bairro, que é precário.
Não sei quem estava certo ou errado, mas espero que os envolvidos no acidente fiquem bem, nunca vi um acidente desse tipo e essa foi uma experiência que não quero mais passar, nunca mais!, só de lembrar de tudo já me sinto mal, certamente isso ainda vai mexer comigo pelos próximos dias, espero que eu também fique bem.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Ler para me conhecer.

Nem lembro mais onde vi esse questionário, mas gostei e resolvi fazer.

1. Livro que mais gosta.

Difícil, mas fico com Servidão Humana - No centro da trama deste romance está Philip Carey, estudante de medicina que, por ser manco, é rejeitado pela sociedade. Ao lado dele surge a sedutora Mildred, que desafia o orgulho intelectual de Philip. Para conquistá-la, ele se sujeita à forma mais vil de escravidão: a renúncia à própria dignidade.O livro também aborda outras temáticas como religião, a própria fé em si, simplesmente mudou a meu modo de ver as coisas, lembro muito bem da primeira vez que li ele, tinha 14 anos e ainda me marca bastante, há um ''certo ritual'', não sei, mas todo ano eu leio ele novamente.



2. Livro que assistiu primeiro o filme dele.


Ah me lembro muito bem, esse é fácil, foi O Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel, quando eu vi o trailer do filme, pirei, tanto que assisti um dia depois no cinema, ai resolvi procurar e tal, só depois fiquei sabendo da existência de Tolkien e que era baseado num livro, a partir daí, li primeiro ''As Duas Torres'' e ''O Retorno do Rei'', antes de assistir os filmes.

3. Livro de alguém que conhece.




Ah tem o livro ''O Filho Eterno'' do Cristovão Tezza, um ótimo escritor que mora em Curitiba que veio visitar Pacaembu num projeto que estava acontecendo aqui, bom, fiquei cara a cara com ele, até o entrevistei na época que trabalhava no jornal, recomendo ler, se não me engano em 2012 será lançado um filme baseado neste livro.




4. O primeiro livro que leu.

Não lembro, creio que não foi o primeiro, mas ''A Torre Proibida'' foi o ponta pé inicial para minha vida de leitora assídua, o livro é muito bom e louco, conta a história de quatro pessoas que desafiam o poder dos círculos da matriz - fanáticos que protegiam esses poderes para que o planeta do sol vermelho não pudesse cair sob a influência dos materialistas terráqueos.



5. Livro que marcou sua infância.

Acho que foi ''Pai, me compra um amigo?'' Devia ter uns 11 ou 12 anos, aqui na casa da minha vó, tem o quarto da bagunça, e vira e mexe fico procurando algo de interessante por lá, em uma dessas minhas buscas encontrei esse livro, é a comovente história de Bebeto, um menino diferente que quer achar seu lugar no mundo. Mais que isso, quer ser aceito, compreendido, amado. Além destas dificuldades, mostra pais ausentes, colegas preconceitos. Apesar disso não há amargura no livro, ao contrário, mostra que sempre há uma chance de mudar. Bebeto deu um passo, os amigos, outro, os pais, outro, de modo que todos puderam mostrar sua sensibilidade às questões alheias, trabalhar as relações humanas, a auto-estima, amadurecer, e crescer em todos os sentidos.

6. O primeiro livro que comprou.

Servidão Humana, quando eu li pela primeira vez, peguei ele na biblioteca da escola que estudava aqui em Pacaembu, aliás é uma ótima biblioteca, mas que infelizmente não é muito frequentada, aí em 2006 resolvi comprar ele num sebo lá de Americana.

7. Livro com um personagem com o qual se identifica muito.


Sem dúvidas é com a Alice e o Kalé de Os Estranhos, um dos últimos livros que li e com certeza o melhor depois de Servidão Humana, ''os estranhos'' conta os pontos de vistas dos dois personagens separadamente e depois sobre o ponto de vista de um terceiro, mostra a relação entre os dois tão diferentes e tão iguais, juntos, mas separados por barreiras psicológicas, a vida em sociedade é tão complicada e tão irreal para os dois, nunca chorei tanto lendo um livro como chorei neste, mas é muito bom, vale a pena ler, ah e também não poderia deixar o Philip Carey de Servidão humana de fora.




8. Livro com adaptação cinematográfica digna.


Ah que eu me lembre agora...nenhum, geralmente sempre acho que o livro é melhor do que o filme, mas talvez a trilogia do ''O Senhor dos Anéis'', foi fantástico, sem falar que ver o Elijah Wood, Viggo Mortensen, Orlando Bloom, David Wenham todos juntos, ah :D, Peter Jackson fez um bom trabalho.

9. Um livro cujo desfecho mudaria.

Esses dois livros são muitos bons, Skelling e Buracos, fiquei fascinada, mas o final poderia ter tomado outro rumo.


Depois de se mudar para uma nova casa, Michael descobre na sua velha garagem, o misterioso Skellig, que é um ser que é metade coruja, metade anjo. A vida de Michael vai mudar para sempre quando o Skellig salva a irmã dele, a quem tinha sido diagnosticada um problema de coração ao nascer.



Acusado de roubar um precioso par de tênis, Stanley Yelnats é condenado a ir para um reformatório, localizado no leito seco de um lago. Todos os dias, casa um dos internos é obrigado a escavar um imenso buraco na terra dura e seca, sob um sol de rachar. Stanley percebe que na verdade os chefes do reformatório buscam alguma coisa que deve estar enterrada por ali. As relações entre os internos, as dificuldades para conseguir água, as brigas pelo poder entre os meninos e entre os dirigentes se entrelaçam com a revelação de episódios envolvendo os antepassados de Stanley, de seu amigo Zero e dos habitantes do lugar, na época em que o lago ainda existia. Os fatos se encadeiam, explicando o azar que sempre perseguiu a família Yelnats e a acusação injusta a Stanley.



10. Livro que abalou algumas de suas crenças, valores e/ou ideais.

Outro livro de W. Somerset Maugham, mesmo autor de Servidão Humana, li O Fio da Navalha antes de ler Servidão Humana, mas também é um otimo livro, que fala sobre Larry Darnell, um jovem americano da alta burguesia que conhecera a morte nos campos de batalha da Primeira Guerra na Europa, volta para a cidade em que nascera (Chicago) em estado de choque. Abandona tudo, todos os confortos materiais, para buscar o sentido da vida. A ação transcorre entre os anos 20 e 40 em lugares tão díspares quanto Chicago, Paris, Marselha, Índia e ranchos no Texas.