sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Visão.



Europa? E.U.A? Estes não me atraem, mas um lugar do mundo em especial me fascina por inúmeros motivos: China.
Eu sei dos problemáticos problemas que o país tem. Todo o autoritarismo em meio ao capitalismo selvagem, toda a exploração sobre seus trabalhadores, a mídia controlada, a poluição desenfreada, os maus tratos aos animais...mas há coisas interessantes na China. É o contraste que mais me atrai. Depois que eu li o livro ''Mais uma vez'', onde parte da história se passa em Hong Kong fiquei ainda mais entusiasmada. E um desejo a longo prazo é  ter a chance de ir trabalhar na China. Quero fazer um grande reportagem por lá, mostrar o que alguns já vem tentando. Mostrar a visão daquele povo místico  e cultural. E eu assisti um documentário que mostra a verdadeira face do trabalho nas fábricas chinesas. Esse documentário fez reviver meu lado '' vou fazer algo pelas pessoas do mundo''. Claro que antes quero fazer algo pelas pessoas daqui. E me sinto meio egoísta agora, toda essa situação que está ocorrendo no Rio de Janeiro, São Paulo... :\.. Descobri que tem como fazer doações pelo Banco do Brasil. 

Mas voltando ao China Blue... foi  filmado clandestinamente, sob condições difíceis, este é um relato do que tanto a China quanto as empresas varejistas internacionais não querem que vejamos como realmente são feitas as roupas que compramos.
Ele nos leva para dentro de uma fábrica de jeans, onde duas garotas, Jasmine e Orchid, tentam sobreviver no ambiente inóspito do trabalho. Suas vidas cruzam a do outro protagonista do filme e dono da fábrica, o Sr. Lam.[quis dar na cara dele :P] Possibilitando perspectivas das classes alta e baixa da hierarquia da fábrica, esse filme traz para o nível humano questões complexas da globalização. Como milhões antes dela, Jasmine deixa sua aldeia natal para se empregar numa fábrica distante. Seu entusiasmo inicial por poder ajudar a família desaparece rapidamente diante das longas horas de trabalho e dos atrasos no pagamento. Seu único consolo é a grande amizade de suas colegas.

Para receber novas encomendas de compradores ocidentais, Lam precisa concordar com preços extremamente baixos e um prazo de entrega muito curto. Para que o acordo funcione, ele corta o pagamento das operárias e exige que Jasmine e suas amigas trabalhem sem parar. Para não serem multadas por adormecer no trabalho, as operárias mantêm seus olhos abertos prendendo pregadores de roupa nas pálpebras. Quando a resistência das operárias chega ao limite, o único recurso é uma greve, o que é ilegal na China.

China Blue pinta um retrato matizado, terno e comovente da vida diária das jovens operárias que fazem nossas roupas.

Também faz um relato atualizado e alarmante das pressões econômicas aplicadas pelas empresas ocidentais e suas consequências humanas. Suas compras nunca mais serão as mesmas depois que você conhecer Jasmine e Orchid.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Vítima.




Fiquei pensando por um bom tempo sobre o que escreveria e são raras as vezes, mas eu não tenho um assunto tão definido. Talvez sobre sentimentos? Não, estes são tão inconstantes que nem sei ao menos como eu me sinto agora. Mas eu sei que um sentimento em especial ''vem tomando conta de mim'', um sentimento que até pouco tempo atrás o negava veemente: ciúmes.

***

Semana passada eu assisti um documentário chamado ''Amarrando Meu Próprio Sapato''  O documentário conta a história de quatro jovens portadores da Síndrome de Down. Essas histórias combinam auto-retratos e animações feitas com seus desenhos e narradas por eles. E isso me fez pensar se eu me coloco como vítima em certas situações.
Mas ao mesmo tempo não acredito que eu faça isso por vontade própria, acredito que há casos e casos, sim, eu sei que existem pessoas que estão bem piores do que eu, e elas são muito mais felizes do que eu, tem muito mais garra pela vida do eu, mas não me coloco num estado de ''vitimez'', só que o que aconteceu no passado, infelizmente, ajudou a formar o ser melancólico e deprimente que sou hoje. E acredito que serei assim pelo resto da vida. Mas eu já não fico dramatizando o que não é tão dramático assim. Não há nada demais em você se colocar nesse estado, acho. Cada um constrói sua vida da maneira que bem entender.  

Não estou afim de prolongar isso. 
P.S: Quanto tempo que eu não ouvia Dire Straits D:
P.S²: Hoje finalmente tomei vergonha nessa cara e liguei pra Jéssica, saudades dela :\

sábado, 1 de janeiro de 2011

Intuição.



Hmm, inicio sem muitas expectativas, claro que quero que algumas coisas comecem a fluir, especialmente uma,  mas já não tenho tanta pressa assim, vou tranquilamente fazendo meu caminho, junto com ele *-*. 
E com toda essa minha sensibilidade exagerada dos últimos tempos, acabo ficando ainda mais intuitiva, isso é bom às vezes.
Com as mudanças que ocorrem naturalmente (ou não) em mim, acabei percebendo que na correria do dia a dia, não damos importância a intuição, do modo que deveríamos. Eu sempre fui mais intuitiva e por isso até, as pessoas sempre me acham impulsiva em minhas decisões. Isso fica claro quando enxergo minha vida pouco linear, digamos assim…
Sempre fui assim, quando quero uma coisa, ou sinto essa coisa, parece que já estou totalmente decidida a fazê-lo e de repente, acordo com a decisão tomada…às vezes contrária aquilo que já parecia decidido.
Isso acontece com frequência em minha vida, às vezes sigo o caminho intuitivo, às vezes não…De certa forma, quando não sigo, me sinto mais culpada por não ouvir esse “lado” mágico de meu cérebro, e quase sempre me arrependo!
Encontrar o amor, escolher o trabalho, a melhor faculdade, a melhor carreira, desistir da carreira escolhida no meio do caminho….ter filhos, mudar de profissão, aprender algo novo e arriscar toda sua vida naquela nova tarefa. Empreender um novo negócio, escolher a hora certa, o momento certo, o lugar certo!
AAHH! Quantas decisões a serem tomadas…e me parece que quebrar a rotina e buscar o silêncio, ajudam nesse processo intuitivo... isso já está um tanto confuso, e minha intuição me diz para eu parar por aqui :3

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Acaba-se.


Antes de fazer qualquer plano para 2011, vamos a uma retrospectiva de 2010...


Logo de cara, eu digo, com toda a sinceridade do mundo: este foi um ano de m****! Mas, por outro lado, enxergo também a forma como todos os acontecimentos passados me levaram a uma virada gradual - e a mesma ainda está em progresso -, culminando neste final ''agradável e promissor''.

Este foi um ano de besteiras como:

- Stress desnecessário com o trabalho.
- Muita preocupação com quem não dava a mínima pra mim.
- Muitos equívocos e incertezas amorosas em tão pouco tempo.
- Auto tortura psicológica - e, algumas vezes, física também.
- Falta de cuidado próprio.
- Ideias e planos idiotas.
- Desperdício absurdo de dinheiro com certas bobagens.
- Hesitações diversas e crise de personalidade.

Mas, depois de sofrer as pesadas consequências disso tudo, vieram alguns acertos:

- Aprendi a me valorizar mais.
- Preservação do corpo e mente, especialmente no trabalho.
- Aprimorei a fina arte de "tacar o foda-se" quando necessário.
- Amadurecimento na vida amorosa.(se é que ela existe)
- Impulsividade, coragem e/ou determinação em certas atitudes.
- Eliminei, em definitivo, algumas características da minha pessoa que simplesmente me agonizavam. 

É, o balanço geral terminou pendendo para o lado negativo, mas não vamos ficar remoendo isso, não é? Estou com os pés no chão agora, e pretendo começar o ano novo ao ritmo do bom final deste que, até pouco tempo atrás, foi um dos anos mais turbulentos, imaturos e sem rumo de toda a minha vida.

Agradeço aos amigos e colegas que me ajudaram - involuntariamente, na maioria dos casos - com conselhos básicos sobre a vida, e mando um beijo em especial para ele, o filho da tia que torna meus dias mais felizes, Jeferson, amo-te.

Mas eu não gosto desta época, natal, festas, casa lotada, família reunida D:, sou chata, fato.
Enfim, espero somente que todos possamos ter um próximo ano melhor!, Sintam-se amados por mim :D

domingo, 12 de dezembro de 2010

Preciso.


Sou do tipo de pessoa que se acostuma rápido com certas coisas, rotina é uma delas, não que eu goste, mas eu sei e preciso me  adaptar com as situações da vida. Já não fico dramatizando o que não é tão dramático assim. 


E me sinto muito bem comigo hoje, agora, sentir-se bem para mim não é estar linda e absoluta :P, mas é saber do que realmente posso fazer, mudar, pensar sobre minha relação com o meio ambiente em que convivo. Mudar, ousar, inovar, adaptar,   tenho muita coisa pra aprender, ensinar, enfim, de algum modo fazer algo de bom. E minha adrenalina fica a mil diante de desafios, saber que tenho um motivo, que preciso de algo. 

E se doar é muito bom...mesmo que  não que exista reciprocidade, se sentindo bem já vale a pena. Mas eu não precisava,  você passou a existir pra mim... 
Existir não só em em palavras escritas, lidas, ouvidas, faladas e sentidas. 
Mas no meu pensamento e também em presença, em distância, em saudade e em vontade, mas nunca em ausência. 
E eu sei que de alguma forma eu existo também, aí e aqui, pra você. Mas não precisava... 


PS: Mark Sandman era um gênio.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Intensamente.



 Sinto, sem precisar dizer. Calada, mas intensa.

O problema em ser intensa é que intensidade assusta, afugenta, oprime. E quem é intenso corre o risco de ficar sozinho. As pessoas preferem andar pelas beiradas, ficar apenas no superficial. Conhecer dá medo, ou você passa a odiar a pessoa, ou ela te cativa de tal modo que você se torna totalmente dependente. Ser intenso não é uma escolha, ou você é, ou não é. 8 ou 80, não tem meio termo, não tem mais ou menos, não tem talvez. Ou é quente, ou é frio.

Eu prefiro sempre correr o risco. Sem cartas marcadas, sem trapaceio, sem blefes. Não se esconda, não fuja, não minta, não omita, não esqueça, não deixe de lado, não seja indiferente. Viva, assuma, acredite, tenha coragem, queira, sonhe, deseje, se emocione, se entregue...até mesmo se iluda, sofrimento não mata, olha como eu sei o que é sofrer por inúmeras coisas, decepções não faltam em minha vida, mas sinta-se intensamente. Vou lá fora ver e sentir a chuva.